sábado, 27 de outubro de 2012

1X03 - Under the moon




CENA 1 - OCIDENTE - FLORESTA

A câmera abre lentamente em uma imensa floresta, ouvimos sons de pássaros e insetos. A câmera foca nos rostos de August e Hamsik respectivamente, ambos estão caminhando, com suas roupas sujas de lama. As árvores do local são muito altas e as folhas se entrelaçam, dificultando a visão do céu.


AUGUST - Será que se Euclides estivesse aqui ele ao menos me daria um parabéns ?


HAMSIK - Eu não sei, jovem consagrado. Meu senhor não é nem um pouco previsível ...


AUGUST -  Por que se dirige á ele com tanto respeito ?


HAMSIK  - Sou um anão, pelos costumes do ocidente, somos feitos de escravos ... Quando um filho nasce anão, os pais os vendem em troca de pouco ouro ou em alguns locais até mesmo comida.   Queria conhecer a vadia da minha mãe.
 

AUGUST - Por quê ?


Hamsik gira uma adaga entre os dedos.


HAMSIK - Quero ter o prazer de cortar a garganta dela.


AUGUST - Não sou ninguém para te julgar, mas não apoio sua maneira de pensar, afinal de contas ela é sua mãe, sua geradora.


HAMSIK - E ao mesmo tempo é a pessoa que me condenou a uma vida de miséria.


AUGUST - Fuja, ué. Euclides deve descansar em algum momento do dia ou mate-o.


HAMSIK - São leis muito mais do que rígidas, meu jovem. Se eu fugir serei escravizado por outro e assim sucessivamente. Anões não vivem felizes e nem muito menos em família.


AUGUST - Não vejo o porque de eu ser escolhido para ajudar pessoas que pensam dessa maneira ...


HAMSIK - Eles não impuseram essas regras. Quem as elaborou e as colocou em prática foi a corte, e o mesmo conceito se aplica para deficientes mentais ou físicos, eles ainda tem menos sorte, pois são diretamente crucificados. Geralmente os bebês são jogados de penhasco. Uma pessoa só é vista como ela é realmente quando é normal.


AUGUST - Não consigo entender essa maneira de pensar ...


HAMSIK - A única coisa que você tem que entender é que os membros da cortes são seus verdadeiros inimigos e essa é sua missão, conseguir a paz de volta.


Percebemos barulhos entre as árvores.


HOMEM (OFF) - Por aqui Minos, consigo sentir o cheiro deles.


Hamsik se abaixa e coloca as mãos no solo. Sua expressão fica aterrorizada.


HAMSIK - Estão próximos ! Corra !


Os dois saem correndo. A câmera vai escurecendo lentamente, conforme ambos vão atravessando a floresta e se escondendo entre diversas plantas.


Cena 2 – Ocidente - Praça Principal


Percebemos um grupo de soldados enfileirados e um vão no meio que dava a aparência de um corredor. Percebemos Tyler, Jannete, Kate e Allarón ao fundo. Diversas carroças vão chegando e soldados vão passando recebendo o cumprimentos de Tyler.



TYLER – E são esses homens de astúcia, coragem, habilidade e vontade os que voltam do campo de batalha. Homens que devem ser respeitados, admirados e antes de tudo idolatrados !



Os soldados erguem a mão e gritam em concordância, Tyler sorri. A câmera desvia seu foco e percebemos Shakam e Francis caminhando em direção á família e
cumprimentando-os.



TYLER – E nossos mais bravos homens, General Shakam responsável pelo sucesso da missão de dominação de mais de treze acampamento de refugiados e garantido a sobrevivência de mais da metade de seu esquadrão e a peça mais importante de nossas tropas, Francis.



Percebemos novos gritos e logo ambos adquirem um lugar ao lado da família real. Shakam desta vez toma lugar á frente e começa a discursar. A câmera foca em Jannete sussurando com Tyler.


TYLER – Onde está Anoã ?


JANNETE – Ele me disse que iria até aquele bar na entrada da cidade, não queria essa diplomacia toda.


TYLER - E você não disse nada ?


JANNETE – Como eu iria força-lo ?


TYLER – Isso é problema seu, não importava o que fizesse ele tinha que estar aqui !


Jannete se cala e a câmera vai mudando de foco, imagem escurece.


Cena 4 – Ocidente – Bar Local

Percebemos diversos homens bebendo e jogando, Anoã está deslocando em uma mesa sozinho na sacada do estabelecimento. Uma garçonete (Carice Van Houten) lhe traz uma garrafa com um líquido vermelho, Anoã bebe rapidamente.


GARÇONETE – Mais uma porção, senhor ?



ANOÃ - Acho melhor não, não quero me embebedar.



GARÇONETE- Se não quer ser embededar por qual outro motivo viria até aqui ? Conheço gente como o senhor ... da realeza, vem até aqui para jogar ou conseguir mulheres fácil.



ANOÃ – Eu não sou como eles ... muito pelo o contrário, eu sou totalmente diferente. Se quer saber de uma coisa eu estou ficando de saco cheio disso.




GARÇONETE – Diferente ? Não creio que seja, afinal nunca passou por nenhuma dificuldade e são pessoas do seu sangue que estão criando essa dominação sem sentido.



ANOÃ - Ter dinheiro não significa não ter dificuldades, tenho tantos problemas quanto você, talvez até mais.



Anoã sorri.


ANOÃ – Afinal, como é mesmo o seu nome ?


GARÇONETE - Rin.


ANOÃ – Anoã.


Os dois sorriem. Quando um homem a grita.



HOMEM - Saia daí vagabunda, está na hora de servir as outras mesas.



RIN - Sim senhor. !



Rin sai em direção ao homem. Anoã se levanta também e caminha em direção ao mesmo homem, ele lhe dá um empurrão o que faz com que o homem caia para o lado em cima de uma mesa com algumas canecas de vidro que logo se quebraram.



ANOÃ – Acha mesmo que isso é jeito de tratar uma mulher ?



Ele se aproxima do homem caído no chão e pisa em seu nariz. Percebemos uma aglomeração de pessoas se juntando em volta da briga.





Cena 3 – Ocidente – Torre de Vigília

Guardas levam homens e mulheres acorrentados com roupas surradas até suas respectivas selas. Percebemos crianças chorando e mulheres tentando acalma-las. A câmera desvia para o pátio onde percebemos Spenser acorrentado. Em um poste, sua expressão é pálida e está visivelmente desnutrido.


SPENSER – Pelo amor de Deus ! Me matem ! Eu não agüento mais ! Me matem !


Seu grito ecoa pelo pátio. O mesmo se contorce com as mãos e pés amarrados. Spenser sussura consigo mesmo, a câmera foca em sua expressão alucinada.



SPENSER – Eu não agüento mais eu não mereço esse destino, eu fui um bom homem ! Eu não mereço isso ...


Tyler caminha em direção ao homem.


SPENSER – Saia ! Saia ! Você não assistirá minha morte, eu não permitirei !



TYLER – E quem disse que você tem alguma escolha ?


O rei pega uma adaga e a passa sobre os lábios do homem, que sangram. A câmera foca em seu grito agonizante.


SPENSER – Você pode ferir meu corpo, mas jamais minha alma ou meus princípios você cairá Tyler e será uma pena eu não estar vivo para ver.


TYLER – A única coisa que você vai ver é a sua loucura e terá que aprender a conviver com ela durante os últimos momentos de sua vida.

Um vento bate nos cabelos longos do rei, que dá uma pequena pausa observando o homem.


TYLER - Viva com sua dor e a torne sua amiga ...


Tyler caminha de volta para um imenso portão que logo se fecha com a sua passagem. Spenser continua a gritar e a imagem escurece.


CENA 4 - OCIDENTE - BAR LOCAL

A imagem abre rapidamente no bar, percebemos Anoã brigando e uma aglomeração de pessoas em volta, quando guardas finalmente separam a briga, Anoã está intacto e o outro homem sangra bastante. Anoã tenta se soltar do guarda.


ANOÃ - Me solta, seu inútil ! Eu ainda não acabei com ele, me solta !


GUARDA -  Não me importa se você é príncipe ou não, minha tarefa é manter a cidade livre da desordem ! Vamos, saia do bar, agora !


Anoã não responde e sai do bar normalmente, sentando-se em um banco próximo ao bar. A rua está vazia e está começando a anoitecer. Rin logo aparece e senta-se ao lado de Anoã.


RIN - Nossa ... eu não sei o que dizer, obrigado pelo que fez, ninguém nunca fez algo assim por mim.


ANOÃ - Nunca permitiria que um bêbado tratasse uma mulher com tanto desrespeito, por mais que não pareça eu tenho bons princípios.


RIN - Não é questão de não parecer, é que você é da família real, mesmo sendo uma boa pessoa seu estereótipo é de um canalha mimado.


ANOÃ - Então quer dizer que eu sou uma boa pessoa ?


RIN - Sim, você é mais que uma boa pessoa.


Os dois se olham, Anoã aproxiam seu rosto do da mulher, só que Rin se levanta.


RIN - Eu preciso ir ! Até mais !


Rin sai correndo de volta ao bar.


ANOÃ - A gente ainda se vê ?


RIN (sorrindo)  - Com toda a certeza, majestade !


A imagem foca no sorriso de Anoã, quando a imagem escurece.


CENA 4 - OCIDENTE - FLORESTA

Percebemos August e Hamsik escondidos atrás de uma árvore, o anão faz um gesto para que August mantenha silêncio. 


MINOS - Adoro fazer o papel do predador. Isso levanta tanto a minha auto-estima, me sinto tão rápido ...


A câmera foca em Minos (Mark Whalberg) que está com uma armadura comum e Anzi (Dylan Neal)


ANZI - Sei muito bem como você se sente, meu irmão ...


Minos sorri e se movimenta lentamente pela densa floresta, ambos parecem aproximar de August e Hamsik que continuam parados, simplesmente imóveis, até que August sai da árvore e com a espada em punhos fita os dois homens.



HAMSIK - Está ficando maluco ?


Hamsik também sai da árvore e fica ao lado de August, com sua adaga em punhos. Minos e Anzi começam a gargalhar.


MINOS - Uma criança e um anão, nem para escravos eles vão valer alguma coisa.


ANZI - Talvez possam ser servos de escravos ...


August parece não ligar para os comentários.


AUGUST - Me deixe em paz, eu não quero confusão !


ANZI - Ele não quer confusão, minos (ri)


MINOS - Não lembro de ter autorizado que essa criança me dirigisse a palavra ...


Minos salta e rapidamente se transforma em um lobo negro que caminha em direção a August o fitando com os dentes rangindo, Anzi logo se transforma também em um lobo de pelugem castanha. August pula para trás assustado.


AUGUST - Mas o que é isso ?


HAMSIK - Eu preciso que você corra, garoto !


August parece não ligar.


HAMSIK - Vai, agora !


No mesmo instante um lobo salta contra Hamsik enquanto o outro persegue August pela floresta, a câmera foca em August que é derrubado no chão pelo lobo, sua espada voa para longe.


MINOS - Fique parado ou morrerá aqui mesmo.


Leve corte para Hamsik e Anzi ambos estão lutando em uma árdua luta, Hamsik apesar do tamanho demonstra agilidade e consegue atingir o lobo diversas vezes que fica sangrando. O lobo logo ruge. Outro corte para August e Minos, Minos solta August e corre na direção que veio o uivo. Corta novamente para Minos vindo correndo em câmera lenta para cima de Hamsik derrubando o anão no chão e mordendo seu braço, triturando o mesmo. Minos se afasta junto de Anzi e sai dali. August vem correndo ao lado de Hamsik.


AUGUST - Vamos procurar ajuda deve ter algum médico, qualquer coisa que possa te salvar ...


HAMSIK - Você sabe muito bem que eu tenho pouco tempo, August ... meu mestre ficará decepcionado em saber que morri assim.


AUGUST - Cale a boca, seu iditoa ! Você não vai morrer !


August pega Hamsik no colo e corre pela floresta, chega perto de uma bela cachoeira e mergulha o corpo de Hamsik na água, rapidamente a cachoeira se abre, August olha impressionado.


AUGUST - O destino quer você vivo ...


Ele logo entra na cachoeira, quando a tela escurece.


CENA 6 - OCIDENTE - CASA DA FAMÍLIA REAL


Percebemos Jane abrindo a porta de seu quarto, quem está na porta é Shakam. O mesmo logo a beija.


SHAKAM - Você não sabe como foi difícil ficar esse tempo todo longe de você, senti tanto a sua falta ...


JANE - Eu também, mas você sabe muito bem que não pode aparecer assim aqui, sabe o que papai faria se descubrisse ?


SHAKAM - Eu não to nem ali para o que ele faria, sabe a falta que eu senti do seu corpo, do seu olhar, seus beijos ? Eu te amo ...


JANE - Meu corpo você tem agora e temos tempo o bastante para matar a saudades ...


SHAKAM - É por isso que eu te amo, princesa Jane ...


Shakam logo a joga na cama e tira armadura, Jane também tira suas roupas, podemos perceber somente seus seios. Jane passa a mão sobre o abdômen de Shakam.


JANE - Senti falta também do seu corpo.


Os dois se beijam intensamente.


SHAKAM - Vamos ver se  você sentiu realmente ...


Percebemos risadinhas, enquanto a tela escurece lentamente.


CENA 7 - OCIDENTE - RESIDÊNCIA DA FAMÍLIA REAL

A câmera aproxima-se lentamente de Tyler que está olhando pela janela todo o reino, a câmera aproxima-se e mostra o quão extenso é a área que cerca o castelo da família real. Alguém bate na porta.


TYLER - Entre


Scar entra, está ao lado de uma mulher idosa.


SCAR - Essa é Morgana Yaxley.


Tyler a observa.


TYLER - Eu sei quem é ela, costuma prevê tempesdades, baixas da guerra ... que desgraça você viu dessa vez, Morgana ?


MORGANA - Um garoto ...


TYLER - Um garoto ? Poderia ser mais específica ?

MORGANA - O consagrado, aqueleque veio para libertar os fracos e reestabelecer a justiça no ocidente. Ele já está aqui ...

Tyler parece irritado.


TYLER (gritando) - O consagrado aparece e você só vê quando ele já está aqui ? Que tipo de oráculo é você ? Sua inútil !


Tyler dá um tapa no rosto da idosa que logo cambaleia ao chão.


MORGANA - No mesmo instante que eu vi, eu vim te avisar ... sei o quanto o senhor fica irritado quando não aviso algo, eu juro que não vi há muito tempo !

TYLER - Está mentindo, sua velha deplorável !

Tyler chuta o rosto da mesma, que sangra bastante


MORGANA - Tenha piedade, eu sempre sigo suas ordens, meus marido e filho morreram na guerra, eu tenho um neto para criar ...


TYLER - Eu não tenho piedade.


Tyler gira a espada contra o pescoço da mulher, que logo morre. Scar olha tudo assustado.


TYLER - Scar, ache a casa dela pegue o que tiver de valor e mate quem quer que esteja na casa, vamos ter que retomar as linhas de frente para o combate, o consagrado já deve estar escondido nessa hora, mas vou deixar que ele venha até a mim ... aí o matamos.


Scar apenas assente e sai da sala, arrastando o corpo da idosa. O sangue fica no chão do local. A tela logo escurece.

                     To be Continued ....


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